mai 30, 2008

Escritora | Categoria Cordel | 1 comentario

Encontro das águas

Encontro das águas

Rio Negro e Solimões

Opostos não se atraem

Prova disso, vocês têm

O Encontro das Águas é nosso ás

Quem visitar a cidade de Manaus

Não pode deixar de conceber

Esta sétima maravilha

Caboclo que se preze, precisa conhecer

Não dá nem pra saber

Qual o sentimento que se é tomado

Quando in loco, é-se contagiado

Transcende-se à matéria

É ímpar a sensação

Não há especulação

Você pode conferir

Deve ir até lá, na certa, inferir

É um transe de pirar

Só conferindo pra crêr

Porque não dá pra descrever

Seus próprios olhos aferirão

A minha dica é contumaz

Inclua-o no seu pacote de excursão

E não pense na tensão

Você não verá sítios iguais

Pegue logo a voadeira

E ao vento tente se atrelar

Não queira nem protelar

Seu Encontro com Deus é pra já

Não seja ateu como seu irmão

Pois não tem maior blasfêmia

Que não se conseguir beber

Nessa fonte divinal

Quero mesmo que agonize

De remorso, se fragilize

Ante tamanha inspiração

O Encontro das Águas é redenção

Fique perplexo de emoção

Diante de tal beleza

Da grandeza da natureza

Digo-lhe com toda franqueza

Deus todo poderoso!

É coisa de outro mundo

Só estória de trancoso

Tende a nós todos embasbacar.

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  1. … também tive a mesma sensação de ineditismo e sensação de prazer ao visitar o encontro das água da última vez em que visitei Manaus. Realmente é algo maravilhosamente prazeroso.
    Abraço

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