Escritora Lourdes Limeira | Categoria Cordel | 1 comentario
Encontro das águas
Rio Negro e Solimões
Opostos não se atraem
Prova disso, vocês têm
O Encontro das Águas é nosso ás
Quem visitar a cidade de Manaus
Não pode deixar de conceber
Esta sétima maravilha
Caboclo que se preze, precisa conhecer
Não dá nem pra saber
Qual o sentimento que se é tomado
Quando in loco, é-se contagiado
Transcende-se à matéria
É ímpar a sensação
Não há especulação
Você pode conferir
Deve ir até lá, na certa, inferir
É um transe de pirar
Só conferindo pra crêr
Porque não dá pra descrever
Seus próprios olhos aferirão
A minha dica é contumaz
Inclua-o no seu pacote de excursão
E não pense na tensão
Você não verá sítios iguais
Pegue logo a voadeira
E ao vento tente se atrelar
Não queira nem protelar
Seu Encontro com Deus é pra já
Não seja ateu como seu irmão
Pois não tem maior blasfêmia
Que não se conseguir beber
Nessa fonte divinal
Quero mesmo que agonize
De remorso, se fragilize
Ante tamanha inspiração
O Encontro das Águas é redenção
Fique perplexo de emoção
Diante de tal beleza
Da grandeza da natureza
Digo-lhe com toda franqueza
Deus todo poderoso!
É coisa de outro mundo
Só estória de trancoso
Tende a nós todos embasbacar.



… também tive a mesma sensação de ineditismo e sensação de prazer ao visitar o encontro das água da última vez em que visitei Manaus. Realmente é algo maravilhosamente prazeroso.
Abraço