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	<title>Lourdes Limeira &#187; Teatro</title>
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	<description>Poesias, Crônicas, Contos e outros</description>
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		<title>DICAS DE DRAMATURGIA</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Jun 2008 13:30:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lourdes Limeira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[1. Ação dramática &#8211; é a parte do conflito; apresenta-se com início, desenvolvimento, eclosão (ápice) e resolução.
Aponta Hegel in Estética. Poesia, p. 393; citado no livro de Pallottini: O que é dramaturgia:
o conflito(colisão) como sendo a pedra de toque do
drama. O interesse dramático só nasce da colisão
entre os objetivos dos personagens. A concentração
de todos os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>1. Ação dramática</strong> &#8211; é a parte do conflito; apresenta-se com início, desenvolvimento, eclosão (ápice) e resolução.</p>
<p>Aponta Hegel in Estética. Poesia, p. 393; citado no livro de Pallottini: O que é dramaturgia:</p>
<p>o conflito(colisão) como sendo a pedra de toque do</p>
<p>drama. O interesse dramático só nasce da colisão</p>
<p>entre os objetivos dos personagens. A concentração</p>
<p>de todos os elementos do drama na colisão é que</p>
<p>constitui o nó da obra.</p>
<p><strong>2. Diz ainda Hegel, Ibid, p. 451:</strong> Os personagens da tragédia antiga, verdadeiras estátuas vivas, são isentos de conflitos íntimos; diferente da tragédia moderna que os personagens se apropriam, desde do começo, do princípio da personalidade ou da subjetividade. Faz do caráter pessoal em si, e não da individualização das forças morais, sem objetivo próprio e fundo de suas representações.</p>
<p>Por conseguinte, para Hegel o herói moderno enfrenta conflitos que dependem de seu próprio caráter, padecendo de seus conflitos interiores.</p>
<p><strong>3. Atendo-se mais à idéia de conflito</strong>, diz Hegel que a finalidade de uma ação só é dramática se produzir paixões opostas, interesses (idéias e verdades morais ou religiosas, princípios de direito, do amor à pátria ou a outrem, sentimentos de família etc. (de caráter elevado, divino e verdadeiro).</p>
<p><strong>4. Unidade de ação</strong> &#8211; conforme Hegel a unidade de ação é caracterizada pelas ações (e vontades), caminhando para o seu desenlace. A verdadeira unidade de ação só se realiza no movimento total, incluindo todas as vontades e colisões.</p>
<p><strong>5. Progressão dramática</strong> &#8211; é a precipitação contínua até o fim, o que se explica pelo conflito. À medida que as forças contrárias chegam ao ponto maior do desacordo entre sentimentos, objetivos e atos, mas sente-se a necessidade de solução; os acontecimentos são impelidos a uma solução,ou seja, desemboca na dinâmica do conflito.</p>
<p><strong>6. Obstáculos a serem superados pelos heróis dramáticos</strong> &#8211; Brunetière examina, que são eles:</p>
<p><strong>a)</strong> Intransponíveis – destino para os gregos; providência para os cristãos; as leis da natureza; as paixões violentas para nós; daí vontades do personagem x obstáculo interior = <strong>tragédia</strong>;</p>
<p><strong>b)</strong> Transponíveis – geralmente formados por preconceito ou pela vontade de outros homens, então temos o <strong>drama</strong>.</p>
<p><strong>c)</strong> Vontades opostas – quando se consegue equilibrar ao obstáculo à vontade; quando se consegue transpô-lo; aí é <strong>comédia</strong>.</p>
<p><strong>d)</strong> Relativizando o conjunto, localização do obstáculo na ironia da sorte, num preconceito ridículo, ou na desproporção entre os meios e os fins, temos então a <strong>farsa</strong>.</p>
<p><strong>7. Hegel, Aristóteles, Dryden e Brunetière são da mesma opinião:</strong> Teatro é ação; ação dramática é conflito, em geral de vontades conscientes em busca de seus objetivos. Isso se se fala em teatro dramático, em teatro aristotélico (não becketiano).</p>
<p><strong>8. Becket faz as comparações entre forma dramática e forma épica de teatro a seguir:</strong></p>
<p><strong>Forma dramática X Forma épica</strong></p>
<p>Realiza-se através da ação &#8211; Narração</p>
<p>Envolve o espectador &#8211; Torna o espectador observador</p>
<p>Gasta -lhe a atividade &#8211; Desperta a sua atividade</p>
<p>Possibilita-lhe emoções &#8211; Força-o a tomar decisões</p>
<p>Dá-lhe vivência &#8211; Dá-lhe concepção de mundo</p>
<p>O espectador é posto dentro de algo &#8211; Age por meio de sugestão</p>
<p>Os sentimentos são conservados &#8211; O espectador é impelido a efetivar atos do conhecimento</p>
<p>O espectador identifica-se, convive &#8211; O espectador estuda</p>
<p>O homem é imutável &#8211; O homem é objeto de pesquisa</p>
<p>O homem é não muda &#8211; O homem é mutável</p>
<p>Tensão visando ao desfecho &#8211; Visa ao desenvolvimento</p>
<p>9. Diz também Stanislaviski que a construção do personagem passa pelo treinamento do corpo e do trabalho rigoroso da voz.</p>
<p>10. Ainda Stnislaviski, o trabalho do ator não é uma simples imitação, ou a repetição do trabalho dos atores. Será sempre o resultado de uma criação original.</p>
<p>Fonte Bibliográfica</p>
<p>PALLOTTINI. R. O QUE É DRAMATURGIA.1ª. Ed., editora brasiliense, São Paulo: 2005,(Coleção primeiros passos).</p>
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