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	<title>Lourdes Limeira &#187; Contos</title>
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	<description>Poesias, Crônicas, Contos e outros</description>
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		<title>DESENCONTRO</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Nov 2007 01:13:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lourdes Limeira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
 
Têm coisas na vida de uma pessoa que não se pode explicar. Não sei se já aconteceu alguma coisa parecida com a leitora. Deixe de ser curiosa, já vou lhe contar! Foi o seguinte:
Martha conheceu seu amor numa viagem que fez com um grupo de dança prá o sul do país.
 Rafael, um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'"><o:p> </o:p></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'"><o:p> </o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%"><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'">Têm coisas na vida de uma pessoa que não se pode explicar. Não sei se já aconteceu alguma coisa parecida com a leitora. Deixe de ser curiosa, já vou lhe contar! Foi o seguinte:<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%"><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'">Martha conheceu seu amor numa viagem que fez com um grupo de dança prá o sul do país.<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%"><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'"><span> </span>Rafael, um músico reconhecido no seu meio de trabalho, enamora-se de Martha logo que a conhece. Começa a namorá-la apaixonadamente. Foram dias inesquecíveis aqueles que viveram!<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%"><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'">__ Oi, querido, já está terminando a temporada. __ Martha inconformada.<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%"><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'">__ É, amor. Bem, você já sabe. Vem morar comigo aqui em Curitiba?<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%"><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'">__ Querido, mas como? Sou muito nova. Não posso deixar minha mãe prá trás dessa forma.<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%"><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'">__ Prá mim é impossível também. Como você sabe a minha profissão tem melhor mercado aqui no sul do que no norte. E outra, já estou plenamente estabelecido. Não posso deixar o certo pelo duvidoso.<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%"><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'">Rafael estava coberto de razão. Martha não tinha direito de sacrificá-lo. O romance deles acabou. Martha voltou prá sua terra natal arrasada. Mas fazer o que, né? Ainda se comunicou por telefone com Rafael algumas vezes; houve trocas de algumas cartas, declarações, presentinhos, porém aquele amor estava fora de cogitações.<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%"><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'">O amor é como tudo na vida, precisa ser mantido acesa a chama. Como acender o fogo daquela paixão, se Martha estava no norte e Rafael no sul? Felizmente Marta decidiu esquecê-lo, aceitou o pedido de casamento de Rodrigo, seu amigo de infância.<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%"><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'">Foi tudo lindo como num sonho de fadas. A festa, a lua-de-mel, tudo. Rodrigo veio prá cima com todas as armas de seu amor. Ofereceu a Martha tudo que uma jovem desejava. O casamento dela fora invejado por muitas colegas.<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%"><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'">__ Gente, ai queria ter a mesma sorte da Martha. Casar-me com alguém como Rodrigo seria perfeito. Sim. Ele é lindo, amoroso e, além disso, é rico. O que se quer mais? Nada. _ Era unânime entre suas amigas.<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%"><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'">Martha realmente tinha sido abençoada por Deus. Passaram uns três anos maravilhosos. Todavia no quarto ano de idílio, as coisas sofrem um revertério: Martha passou no escritório do Rodrigo sem avisá-lo e o pegou aos beijos com a Rosa, sua secretária. Depois disso, o castelo de Martha ruiu. Por mais que Rodrigo justificasse que fora culpa da Rosa, que jamais sentira nada por sua secretária, Martha não acreditava nele, nem mesmo queria saber.<span>  </span><span> </span><o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%"><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'">Tudo acabou. Separaram. A sorte deles é que não ficou filhos dessa relação. Ambos saíram doídos, mas não restaram elos fortes. Cada um foi prá seu lado. A partir de então, Martha voltou à estaca zero: Voltou a viver com seus pais. Ela não tinha ânimo prá nada. Estudava, trabalhava, porém como um robô. Sua vida se transformou numa rotina que ela não desejava prá sua pior inimiga. Sua mãe ali do seu lado, sempre lhe empurrando prá sair daquela letargia:<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%"><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'">__ Filha, você tem que sair. Conhecer gente. Arranjar um namorado.<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%"><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'">__ É ruim! Não quero nem pensar em namorar. __Martha sem perspectivas.<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%"><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'">__ Mas como, filha?! Você está na flor da idade, como dizer uma coisa dessa?! Vai, filha, passear, quando menos esperar, isso já passou. __ dona Joana super-triste de ver sua querida filhinha naquele estado lastimável. <o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%"><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'">__ Tá bem, mãezinha. Qualquer hora,irei passear __ Martha falava só por falar.<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%"><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'">Martha não vivia, vegetava. As horas, os dias, os meses, eram todos iguaisinhos. Essa situação demorou uns três ou quatro anos. Ninguém agüentava mais. Daí, como num passe de mágica, Martha voltou a si. Mas, detalhe, ela estava com uma idéia fixa na cabeça: iria reencontrar o seu grande amor. Desse no que desse, iria reencontrar o Rafael. <o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%"><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'">A partir daquele instante, não teve um minuto mais de sossego. A busca era de dia, de noite e até de madrugada. Virou uma obsessão. Vasculhou os quatro cantos do Brasil atrás de uma notícia de Rafael.<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%"><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'">No seu coração, Martha sabia que, dia menos dia, aconteceria um milagre, uma grande dádiva de Deus: encontraria o seu grande amor.<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%"><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'">Agosto de 2006, Martha por acaso, num bate-papo on-line, fazendo o seu dever de casa, pesquisando sobre a profissão de Rafael, contactou um moço que o conhecia. Eduardo coincidentemente trabalhava com Rafael. Então, ficou fácil o reencontro. <span> </span>Ela pedira pra que lhe repassasse o número do seu celular. Pra surpresa, em menos de vinte e quatro horas, já estava o recado dado e Rafael ao telefone. <o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%"><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'">Ah! Deixe que curtam todas as delícias desse reencontro! Óbvio, que não lhe contarei, leitora. Tenho certeza que você quer xeretar, não? Pense numa pessoa curiosa!&#8230; Não lhe direi absolutamente nada, todavia adianto-lhe que fora do jeito que os dois sonharam.<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%"><span style="font-family: 'Arial','sans-serif'"><o:p> </o:p></span></p>
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		<title>BURACO NEGRO</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Nov 2007 15:25:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lourdes Limeira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>

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		<description><![CDATA[_ O exame antidoping confirmou que Nickolson havia mesmo ingerido testosterona sintética. Por isso mesmo, ele teve o melhor resultado nas últimas provas ciclistas _ anuncia a TV brasileira.
_ Não pode ser! _ diz Nickolson pasmo com a notícia.
E não podia ser mesmo porque a única coisa que havia ingerido antes daquele evento fora analgésico, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>_ O exame antidoping confirmou que Nickolson havia mesmo ingerido testosterona sintética. Por isso mesmo, ele teve o melhor resultado nas últimas provas ciclistas _ anuncia a TV brasileira.</p>
<p>_ Não pode ser! _ diz Nickolson pasmo com a notícia.</p>
<p>E não podia ser mesmo porque a única coisa que havia ingerido antes daquele evento fora analgésico, já que estava com uma baita dor-de-cabeça.</p>
<p>_ Estou limpo nisso, mãe. Como isso aconteceu não tenho a mínima idéia _ Nickoslson super-chateado confabulava com a dona Juliana.</p>
<p>_ Meu filho, me explica o que está acontecendo _ sua mãe aflita com aquela notícia.</p>
<p>_ A senhora não sabe, eu menos ainda.</p>
<p>_ Você não venceu a prova, filho?</p>
<p>_ É, mas essa agora!&#8230;</p>
<p>Passado algumas semanas, a TV volta a falar no assunto que abalou a todos: “o maior ciclista do mundo, realmente estava fora do páreo, por usar de um expediente anti-ético para ser favorecido”. Ratifica-se a polêmica perante os telespectadores pasmos, sem entender o porquê daquilo tudo. “Como um atleta faz uma trapaça dessas? O que ele tem na cabeça prá pensar que sairia ileso numa situação como essa?” _ Buraco Negro na cabeça de seus admiradores.</p>
<p>Mas, o buraco negro era maior na cabeça de Nickolson. Ele pira totalmente com o fato de ser proibido de atuar naquilo que fora o seu forte desde os sete anos de idade. Fora uma longa estrada até ali. Não superaria aquele incidente. Era muito forte prá ele. Sua mãe não sabia o que fazer por Nickolson. Ele definhava a cada dia. Não queria se alimentar. Não estava pra nada. Nem banho tomava mais. Ficava deitado sem ânimo, sem querer falar com ninguém. Até a Monique, a sua namorada, não conseguia vê-lo. A partir do funesto acontecimento, ele não era mais o mesmo.</p>
<p>_ Nickolson, é a Monique. Ela quer falar com você _ sua mãe com o telefone na mão, ansiosa prá aquilo acabar. Mas não, era perda de tempo. Nada o tirava daquele desânimo.</p>
<p>_ Nã..o&#8230;! _ Respondia a sua mãe.</p>
<p>_ Mas filho, você não pode continuar desse jeito. Anime-se. Fale com a Monique.</p>
<p>_ Não. _ taxativo.</p>
<p>_ Tá bem, filho. _ diz a mãe sem forças.</p>
<p>Dona Juliana se afastava como uma sonâmbula. Meio lesa de tanto sofrimento. Porque o que estava acontecendo, mexia demais com seus sentimentos. Mãe é mãe. E ver o filho naquele estado era mesmo que a morte prá ela.</p>
<p>_ E então, querida, como vai ele? _ o Sr. Juan queria saber sobre o filho, que até ali não conseguia compreender aquela aflição toda.</p>
<p>_ Na mesma, querido.</p>
<p>_ Posso vê-lo, quem sabe poderei ajudá-lo _ Sr. Juan todo solícito.</p>
<p>_ Não, paizinho. Quem sabe outra hora. _ dona Juliana acha melhor ele deixar a poeira baixar um pouco.</p>
<p>_ Quem sabe?! _Sr. Juan calmo como sempre era costume. Nada o tirava do sério. Era muito tranqüilo nas suas atitudes. Tudo o que fazia era feito depois de muita análise.</p>
<p>Os dias iam passando. A situação só piorava. Dona Juliana mais e mais aflita.</p>
<p>_ Meu querido, vem cá. Precisamos ter um pé de orelha.</p>
<p>_ O que houve, mulher? Prá que tanta cerimônia? _ Sr. Juan já curioso.</p>
<p>_ Meu velho, creio que o caso do nosso filho é grave, precisamos ver um médico prá ele. _ Dona Juliana preocupada.</p>
<p>_ Sim, meu bem. Se você está dizendo, acredito. Então pode deixar comigo, providenciarei imediatamente uma consulta para Nickolson. _ Sr. Juan pega a caderneta telefônica e contata o Dr. Rogério, médico da família.</p>
<p>_ Consultório do Dr. Rogério? _ a voz do outro lado do fio.</p>
<p>Gostaria de marcar uma consulta para meu filho. É urgente. É da parte da família Martins.</p>
<p>No outro dia bem cedo, Sr. Juan e Dona Juliana levam Nickolson ao médico.</p>
<p>_ Papai, estou bem. Mamãe está impressionada à toa. Porém não há nada errado comigo. _ diz Nickolson.</p>
<p>_ Mas filho, não custa nada. _ retruca dona Juliana.</p>
<p>Nickolson segue seus pais até o consultório médico sem o menor ânimo. Chegando lá, Dr. Rogério Bonifácio já os esperava.</p>
<p>_ Mas, a que devo esta honra? A família Martins me visitar assim tão cedo do dia? _ o médico brincando.</p>
<p>_ Nada não, doutor Rogério. Minha mãe que é inculcada. _ responde Nickolson.</p>
<p>_ Nada, é? _ dona Juliana meio tensa.</p>
<p>_ Doutor, o senhor já sabe dos últimos acontecimentos, não? Meu filho Nickolson está muito triste. Fica a maior parte do dia trancado em seu quarto. _ Sr. Juan confidencia.</p>
<p>_ É, já estou sabendo. As más notícias chegam rápido. Compreendo o Nickolson. Vou passar uns tranqüilizantes e pronto. Está tudo resolvido. _ diz o médico muito à vontade.</p>
<p>_ Oh, doutor! Não precisa não. Estou bem e o senhor não precisa se preocupar. _diz Nickolson.</p>
<p>_ Preciso sim, meu filho! Confie em mim. _diz o médico.</p>
<p>A consulta acaba, e aquela família volta prá casa até um tanto satisfeita com a visita ao médico.</p>
<p>Depois disso, Nickolson se fecha mais ainda em si mesmo. Não fala mais nem com a sua mãe. Os dias, a partir daí, tornam-se um martírio. O casal, inclusive, fizera de tudo para curar o filho, e nada. Fora a quase todos especialistas. Fizera todo tipo de exame e médico nenhum chega a um diagnóstico satisfatório. Chega-se ao ápice do estresse. Nickolson definhava a olhos vistos: era só pele e osso. Sua vida estava por um fio. Não havia muito o que fazer. Os pais apelaram até para os santos, fizeram uma promessa que se o filho tornasse ao que era, iriam subir as escadas da igreja da Penha de joelhos, mas nada. Sr. Juan e Dona Juliana, por tabela, eram uma penúria só.</p>
<p>Foi quando na tarde do dia vinte e quatro de maio de dois mil e cinco, às dezoito horas, Nickolson veio a falecer.</p>
<p>Dona Juliana não tivera nem lágrimas para chorar. Sr. Juan, coitado, também perplexo, mudo.</p>
<p>Nickolson fora cremado e as suas cinzas enterradas embaixo de uma frondosa árvore no Parque Fernando Gutierrez, local onde costumava realizar, há uns quinze anos, as suas maratonas diárias. Assim fora seu desejo final.</p>
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		<title>CANTO ALVISSAREIRO</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Sep 2007 01:22:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lourdes Limeira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>

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		<description><![CDATA[
Onze de novembro de 2005, primeira entrevista coletiva do presidente da República L. I. dos Santos, que vivia seu segundo mandato.
_ Presidente, o que o Sr. nos diz sobre a implantação da TV Digital
Brasileira?
_ Já é, com certeza, uma realidade. É tanto, que posso assegurar que a democracia foi deveras constituída. A &#8220;Democracia emanada do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><span style="font-family: 'Verdana','sans-serif'; color: #444444"><br />
Onze de novembro de 2005, primeira entrevista coletiva do presidente da República L. I. dos Santos, que vivia seu segundo mandato.<br />
_ Presidente, o que o Sr. nos diz sobre a implantação da TV Digital<br />
Brasileira?<br />
_ Já é, com certeza, uma realidade. É tanto, que posso assegurar que a democracia foi deveras constituída. A &#8220;Democracia emanada do povo para o povo&#8221; hoje se faz em sua plenitude. Porque veja, com a digitalização da televisão, o povo passa a ser o próprio ator do processo político do país. Participa, então, efetivamente da nossa vocação reformista atual. Juntos estamos nas decisões importantes e assim, transformaremos o Brasil numa grande potência. Sim, porque através da interatividade, teremos as devidas soluções para os problemas da nação, todas as representações dos longínquos<br />
rincões.<br />
_ Excelência, qual a sua proposta, para esse mandato, referente ao Meio Ambiente?<br />
_ Ah! Isso eu passo a bola para minha Ministra do Meio Ambiente, A.M.S.!<br />
_ Excelência,&#8230;<br />
Contíguo a sala de entrevista presidencial, outro momento importante<br />
acontece. A ministra A. M. S. inicia, através da interatividade televisiva, o Iº Fórum sobre o uso sustentável dos recursos naturais, com representantes de comunidades indígenas do Amazonas.<br />
Comunidades essas, reconhecidas mundialmente por seus comportamentos sociais atuantes; localizadas no seio da floresta, numa ilha denominada de Jaraquezetalnhangantuá. Nações de bravos guerreiros, representadas por penas de suas cores preferidas.Os penas Verde e Amarelo e os Encarnado e Branco estavam a todo vapor, já que era essa a oportunidade de trabalhar pelo seupovo. Essas tribos, pela primeira vez participavam de honroso papel na sociedade brasileira, e não podiam falhar. Compartilhar com seus compatriotas, finalmente era uma realidade. Assim acontece. A proposta do Projeto Povo da Mata fora explicado em poucas palavras pela ministra A. M. S. que inicia o programa:<br />
_ Meus queridos conterrâneos, é um prazer enorme participar com os senhores<br />
desse momento ímpar em nossa jornada política. Quero dizer que, cada um dos senhores exerce um papel fundamental nesse projeto. Além disso, quero parabenizar o nosso querido presidente pela brilhante idéia. Inclusive, sua Exa. M.I. dos Santos me deu carta branca para fazer o que bem entendesse, a partir dos resultados dessa maravilhosa bancada. Sabem, os senhores são, de verdade, complementos do senado. Os senhores são a saída para o quadro de corrupção, que se instalou por todo âmbito parlamentar. Por isso mesmo, que se concentrem no debate e tenham voz e vez neste instante. Obrigada a todos.<br />
_ &#8230; Positivo!..tivo&#8230;tivo&#8230;tivo!</span></p>
<p>&#8220;A nação verde e amarela<br />
Tem a honra de cantar<br />
Pra o povo brasileiro<br />
Dois pra lá, dois pra cá.<br />
Homem- branco precisa voltar às raízes :<br />
A sua mãe terra conclamar.<br />
Lálá &#8230;lá&#8230;lóló.&#8221;<br />
<!--[if !supportLineBreakNewLine]--><br />
<!--[endif]--><o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: 'Verdana','sans-serif'; color: #444444"><br />
_ &#8230;Isso mesmo!&#8230;mesmo&#8230;mesmo&#8230;mesmo!</span></p>
<p>&#8220;Nação encarnada e branca<br />
Quer de público exaltar<br />
Já era hora da raça indígena educar<br />
Homem-branco a se tranformar.<br />
Trá&#8230;lá.. lá&#8230;tró&#8230;ló&#8230;ló.&#8221;</p>
<p>_ &#8230;Vamos nessa,!&#8230;nessa&#8230;nessa&#8230;!</p>
<p>&#8221; Nação verde e amarela tem muita satisfação<br />
Em dizer que há cadeia<br />
Pra branco que queima as matas<br />
E não deve haver apelação<br />
Mas uma vez,<br />
Trá lálá&#8230;tró lóló.&#8221;</p>
<p>_ &#8230;Essa roda tá demais!..mais&#8230;mais&#8230;!</p>
<p>&#8221; Grande nação penas encarnada e branca<br />
Quer isso, e muito mais<br />
Que o governo pressione homem-branco<br />
Predador dos recursos naturais.<br />
Dois pra cá e dois pra lá.&#8221;</p>
<p>_ Registrem tudo. Não percam nenhum detalhe. Cada item alencado, vale mais que seus salários, ouviram? &#8211; diz a ministra a seus  assessores.</p>
<p>_ Não pára!..pára&#8230;pára&#8230;pára!</p>
<p>&#8220;A nação verde e amarela<br />
Hoje tem poder de decisão<br />
E o povo brasileiro<br />
Não contesta a situação.<br />
Lá, lá, lá&#8230;lá,lá,lá.&#8221;</p>
<p>&#8220;&#8230;Penas encarnada e branca<br />
Acredita nos trovões<br />
Assim também na mudança<br />
De toda esta nação.<br />
Lá,lá&#8230;lá&#8230;ló&#8230;ló&#8230;ló&#8230;&#8221;</p>
<p>&#8220;&#8230;Penas verde e amarela<br />
Admira a estrela guia<br />
Assim trilha a humanidade<br />
Com muita sabedoria.<br />
É pra cá , é pra cu.&#8221;</p>
<p>_ Creio, gente, que chega por hoje. Este é um grande dia! Muito obrigada, de coração! Espero vê-los <st1:personname productid="em breve. A" w:st="on">em  breve. A</st1:personname> vocês, companheiros de trabalho e de força, um abraço e até mais. Daí antes de ir-se embora, ler na Agenda 21<br />
algo que lhe toca demais:<br />
&#8220;O grande desafio do planejamento participativo é integrar a busca de<br />
soluções técnico-científico, ecologicamente sustentáveis e socialmente adequadas&#8230;&#8221;.<br />
Pega as suas tralhas e sai. Dia seguinte, retorna ao trabalho. Mal chega,dá de cara com o presidente da república V. Exa. L.I. dos Santos. Segue-o até o seu gabinete, fala-lhe sobre o andamento do Projeto Povo da Mata, proseiam como se lá fora não existisse o que se sabe que, de fato, existe .</p>
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		<title>VIDA BANDIDA</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Sep 2007 18:07:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lourdes Limeira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
            Ângela nascera em Serra Talhada, interior de Penambuco. Filha mais velha de uma família de doze filhos. 
Como seus pais eram paupérrimos, Ângela fora vendida para um gringo espanhol por uma bagatela de apenas R$12.000.00. Para aqueles miseráveis, essa quantia era absurda; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 14pt; line-height: 115%"><o:p> </o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 14pt; line-height: 115%"><span>            </span></span><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial','sans-serif'">Ângela nascera em Serra Talhada, interior de Penambuco. Filha mais velha de uma família de doze filhos. <o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial','sans-serif'">Como seus pais eram paupérrimos, Ângela fora vendida para um gringo espanhol por uma bagatela de apenas R$12.000.00. Para aqueles miseráveis, essa quantia era absurda; nunca, em tempo algum, eles tinham visto tanto dinheiro junto.<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial','sans-serif'"><span>            </span>_ Meu véo, quanta grana, né? _ a mãe da moça na sua simplicidade.<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial','sans-serif'"><span>            </span>_ Filó, foi o gringo. Nossa fia já embarcou ontem à noite. <o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial','sans-serif'"><span>            </span>_Que Deus proteja nossa fia, meu véo.<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial','sans-serif'"><span>            </span>Em Madrid, chegam Rogério, o espanhol que comprou Ângela, e a sua companheira Marajane, a paraíba bonitona, que enfim deu sorte na vida. Havia fugido do interior nordestino, da seca, e emigrado prá São Paulo; lá havia conhecido Rogério na balada. Logo que se conheceram, ficaram juntos, beberam, dançaram, foram para a cama, gozaram e já se amasiaram. <o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial','sans-serif'">“Ei, gringo, sou uma muié direita. Quando tô com argúem, é coisa séria” _ Marajane após a transa. O casal dia a dia se envolve. Rogério se diz muito apaixonado. Por outro lado, a Marajane interessada em sair do caritó, não queria continuar sozinha como estava há três anos. São Paulo, prá ela, tinha que proporcioná-la um marido cheio da grana. Ela via no Rogério o seu sonho realizado. <o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial','sans-serif'"><span>            </span>Três meses depois do encontro, naquele pagodão, e daquela gozada, Marajane resolve deixar a casa onde trabalhava como doméstica prá juntar os trapos com o gostoso do Rogério. <o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial','sans-serif'"><span>            </span>Em pouco mais de um ano de convívio, Marajane já lhe ajudava nos negócios sujos: Rogério fazia parte de uma gang de tráfico de crianças para o exterior. Inclusive, havia envolvido direitinho a Marajane nessa fria. <span> </span>É tanto que, ela realizaria o primeiro contato com o seu vizinho <span> </span>lá de Serra Talhada. <o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial','sans-serif'"><span>            </span>Por intermédio da Marajane, Seu João pai de Ângela, conhece as intenções do Rogério de levar uma mocinha com ele prá Europa. Assim, acontece a transação. Rogério ingrupe tranqüilamente o pai daquela pobrezinha:<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial','sans-serif'"><span>            </span>_ É,Sr. João, vai ser maravilloso prá sua filha. Ela ganhará muito dinheiro. O Señor verá. _ sem o menor constrangimento, o Rogério pisca o olho para a lambisgoia da Marajane que estava ao seu lado.<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial','sans-serif'"><span>            </span>Seu João só não sabia que a sua filha Ângela iria ser levada para prostituição. Estava totalmente por fora dessa história. Mas, sua ex-vizinha Marajane fazia parte de um complô macabro, isto é, também constituía aquela gang internacional de prostituição. Coitado do seu João, ele queria apenas o bem de sua família, e, mais ainda, da filha. <o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial','sans-serif'">_ Véa, acabou o miserê.<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial','sans-serif'">A sina de todos naquele povoado era triste.<span>  </span>Viver na roça tinha suas agruras. Especialmente quando São Pedro fechava a torneira como naquele ano, já era final de maio e nem uma gota d’água. O gado tava que era só osso; toda plantação de milho secara. O açude era aquela aguinha barrenta que não dava nem para o uso doméstico, quanto mais para outras coisas.<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial','sans-serif'">Ângela, pobrezinha, serviria apenas de objeto de desejo de homens sem escrúpulos. Homens que se divertiam com curtições diferentes, com luxúria e depravação. Dinheiro prá esses era a solução, tanto de suas taras sexuais quanto de todo tipo de excentricidades. Inclusive, transar com gatinhas, com idade entre doze e quinze anos era o que mais os empolgavam.<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial','sans-serif'">Enquanto Ângela, inocente:<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial','sans-serif'">_ Mare, quero istudá numa escola perto daqui. <o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial','sans-serif'">_ Não seja boba, menina. Vamo dar tudo para ocê. Prá que essa agora?<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial','sans-serif'">_ Quero aprender lê e escrevê, Mare.<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial','sans-serif'">_ É, mas num vai da não, viu essa menina. Tu num terá tempo prá estudo não.<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial','sans-serif'">_ Mas, Mare&#8230; <o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial','sans-serif'">_ Esqueça.<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial','sans-serif'">Ângela não entende, porém fica quieta. “Rogério e<span>  </span>Mare deve sabê o que é mió pra eu” _ a menina/anjinha pensativa. Outra, ela não queria fazer nada prá desagradá-los, pois o que mais desejava era ganhar os presentes que a Marajane prometera.<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial','sans-serif'">_ Num vai ser fácil vivê longe de mainha, Mare.<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial','sans-serif'">_ Ocê tem qui guentá firme, Anjinha.<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial','sans-serif'">_ E se eu não consegui, o que vai contecê comigo?<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial','sans-serif'">_ Fica queta, sua doida. Fala baixo, se o Rogério escuta&#8230;<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial','sans-serif'">Momentos depois, Marejane prepara Ãngela prá seu primeiro cliente. “Sinhô Nerson, com certeza, vai se dar muito bem com esse pitelzinho” _ <span> </span>a cafetina toda feliz com aquele encontro, já contabilizava<span>  </span>a dinheirama que iriam ganhar com a transação.<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial','sans-serif'">Nesse ínterim, Rogério ao telefone:<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial','sans-serif'">_ Sí, si,sí. De acuerdo. He comprendido, señor Ramiro. Hasta la vista.<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial','sans-serif'">_ Jane, vamos retornar a São Paulo. Era Sr. Jimenez Ramiro ao telefone. Disse que não dava para explicar-me agora, mas que a gente estava em perigo e que voltássemos o mais rápido possível para o Brasil. <o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial','sans-serif'">_ Mas, benzinho&#8230;!<o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial','sans-serif'">“Que seria do cliente que já se encontrava na alcova à espera de ‘sua chica’? Teria que dar-lhe uma ótima desculpa”. Marajane toda preocupada com o imprevisto; mentalmente, já arruma uma desculpa, de modo que possa contornar a situação, porque ademais o cliente era um dos mais cheio da bufunfa e também mais assíduo na casa; além disso, já pagara 50% referente àquela parada, e olha que não era pouco. Assim o fizera e o Sr. Nelson a entendera. <o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial','sans-serif'">Horas mais tarde, Marajane, Rogério e Ângela desembarcam no Brasil. Porém, logo que pisam em solo brasileiro são pegos pela PF. A menina calada estava, e permanece assim até a chegada da sua tia Marina, responsável por levá-la de volta a sua terra natal. <o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial','sans-serif'"><span> </span><o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial','sans-serif'"><span>            </span><o:p></o:p></span></p>
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