fev 9, 2008

Escritora | Categoria Carta aberta | 1 comentario

CARTA ABERTA À COMUNIDADE

CARTA ABERTA À COMUNIDADE

Quero dizer, diante de todos residentes aqui na redondeza da Escola de Samba Balaku-blaku, que não podemos admitir a idéia de ficarmos sem tal entretenimento.

Sou vizinha há exatamente dez anos e repudio todo esse movimento intransigente do vizinho que exige a sua retirada, mediante processo jurídico.

Solicito encarecidamente de vocês que constituem a força coletiva dessa parte da cidade de Manaus que todos juntos num só elo afetivo, num único apelo, impeçamos qualquer iniciativa nesse intuito.

Peço-lhes porque os bambas do samba só trazem alegria pra todos nós desse recanto da cidade. Além disso, essa casa de samba apenas reafirma os valores das origens étnicas dessa gente tradicionalmente marcada por espoliação e injustiça que deseja além de tudo ser feliz.

Ponham a mão na consciência e vejam que todos nós temos história de amor com essa comunidade encantada pela águia de ouro, mesmo sem um retorno financeiro, ela é orgulho e brio dessa gente brasileira.

Tirar-lhe é o mesmo que tirar o pirulito da boca da criança.

Ainda, não deixemos que morra o único ponto artístico-cultural popular mais acessível de nossos filhos (bom, bonito e barato) que é a ESCOLA DE SAMBA BALAKU-BLAKU.

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  1. Valderes Vieira de Souza disse:

    Tudo bem poetisa sertaneja e mulher de fibra e garra!Voce surpreende cada vez este modo simples e singeloso de escrever aquilo vem do teu consciente admirável.Gostei da carta aberta,é isso aí!Não deixem o samba morrer…Um abração e continue nos informando que a vida é bela através de sua poesias e seus manisfestos.Um abração

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