Por Lourdes Limeira em 13-06-2008

Queria ser uma mosca

Pra pousar na tua sopa

Quimera de todos!



Por Lourdes Limeira em 13-06-2008

Roda o peão

Gira em seu encalço

Desilusão atroz.



Por Lourdes Limeira em 13-06-2008

O seu desjejum

Toda manhã é ardente

À mesa, nos lençóis.



Por Lourdes Limeira em 13-06-2008

Pimenta de cheiro

Seu ardor faz-me chorar

Mais? Só o amor.



Por Lourdes Limeira em 12-06-2008

Dedicado a todos corações enamorados

O AMOR É MARAVILHOSO

NÃO SE PODE NEGAR AS SUAS BONDADES

COM ELE, O HOMEM CRESCE

ILUMINA-SE, EXPLODE

AMAR É MARAVILHOSO

TRANSFORMA-NOS COM SUA FORÇA

O FORTE _ SE FAZ FRACO

DE TRISTE _ O ALEGRE

E VICE-VERSA

O AMOR É MARAVILHOSO

NÃO EXISTE OUTRO SENTIMENTO IGUAL

DE TÃO PURO, ENTERNECE

DE TÃO FORTE, ENOBRECE

O AMOR É ASSIM

NEM O HOMEM O DESTRÓI

ELE ALCANÇA GERAÇÕES E GERAÇÕES

E SUPERA OS MODISMOS



Por Lourdes Limeira em 11-06-2008

Estou no boteco

Estou mais mulher

Estou só

Estou como tantas outras

Estou como tantos outros

Estou dizendo

Estou assim

Estou linda

Estou batendo em ti

Estou forte

Estou uma estrela

Estou linda

Estou sabendo viver

Estou enfim…

Estou demais!



Por Lourdes Limeira em 03-06-2008

In Memorium ao poeta baiano Gregório de Matos (Boca do Inferno)

A cada canto um grande embusteiro

Que nos quer difamar a todo custo

Não sabe sequer disfarçar o seu desgosto

Tantos são, o dia inteiro.

A cada porta um infeliz olheiro

Que ao vizinho perscruta noite e dia sem parar

Não tem a mínima parcimônia, sempre de plantão

Obstinado, a vigiar.

Muitos pés-inchados, deitados

Espalhados pelas ruas, bêbados

Quando não, são os desafortunados.

Crimes bárbaros com jovens, um caos

Seqüestros, chacinas, homicídios… a violência a galopar

Assim é, a Paris dos Trópicos, Manaos.



Por Lourdes Limeira em 02-06-2008

Estilo de vida tão nosso! A farinha uarini que comemos. Quem não gosta?

A rede que usamos nas nossas sestas ou quando viajamos de barco. A tapioca, que delícia! Comemos no café da manhã; normalmente amanteigada. Algumas pessoas preferem-nas com côco ralado ou com tucumã. Ah, bem regionalista! O tucupi, tacacá, caruru etc. Os peixes nem é bom falar! Cada um melhor que o outro: Tambaqui, jaraqui, pacu, bodó, cuiucuiu etc. Quantas maravilhas comestíveis! Somos privilegiados por natureza. Um dos transportes mais utilizados pelos ribeirinhos, e até mesmo pelo próprio manauense, é a canoa. Vai e vem em todas as direções, rio acima, rio abaixo. A pesca ainda é feita pela população da mata. Os bois Garantido e Caprichoso são elementos folclóricos na área artístico-cultural; mistura de valores e crenças do caboclo. Convivemos com o mundo fantástico da raça indígena que, felizmente, não morreu em suas origens. Seja cantando uma toada de boi ou tomando banho de igarapé, é riquíssima essa cultura. Entretanto não podemos fechar os olhos e deixarmos de reconhecer a força étnica desse povo em nossa vida. Refletir, também, o quanto essa gente foi massacrada, mas que não se deixou sucumbir nos reveses de anos a fio de exterminação. Deu verdadeira lição de vida às pessoas civilizadas. Demos a César o que é de César. Não podemos conviver com o peso desse pecado. Precisamos devolver a auto-estima dessas criaturas espoliadas; resgatar, assim, a sua dignidade, pois somente dessa forma, redimiremos nossas almas de tal crueldade do passado.



Por Lourdes Limeira em 02-06-2008

Aprender e ensinar

Prática de todo dia

Na lida de professor

Já dizia o escritor

Das Minas Gerais, Guimarães

Essa coisa é de praxe

Aprender e ensinar

Só com muita humildade

A garotada dá show com tá facilidade

Com o coração sentido

E o próprio caminhar

Aprender e ensinar

Já é a tônica dessa vida

A arte de educar

Seu moço, é vital

O processo educacional

Abra, então, seu coração

Aprender e ensinar

Nunca termina prá quem ensina

É contínua a missão

Tem de todos a gratidão

Essa luta não tem fim

Ó sá menina, é assim

Aprender e ensinar

Vai mais longe no dia-a-dia

Cria laços e folia

É legal, os pensamentos aclarar

Não é trote

Não é lorota

Aprender e ensinar

O professor tem que gostar

Pois como em toda profissão

Não se vive de ilusão

O osso é duro de torar

E mais ainda de chupar

Aprender e ensinar

É a vida a cantar

Já que é de Deus uma bênção

Desde jovem, com meus irmãos

Muito tenro, a resvalar

Embaixo das asas de nossa ‘mãe da cozinha’

Vó querida

E também de mãezinha; amadíssima D. Lulu

Aprender e ensinar

Os meus filhos, minhas crias

Avançam nesse mesmo driblar

Perpetuam essa sabedoria

Para não se acabar

E os frutos germinarem.



Por Lourdes Limeira em 02-06-2008

1. Ação dramática - é a parte do conflito; apresenta-se com início, desenvolvimento, eclosão (ápice) e resolução.

Aponta Hegel in Estética. Poesia, p. 393; citado no livro de Pallottini: O que é dramaturgia:

o conflito(colisão) como sendo a pedra de toque do

drama. O interesse dramático só nasce da colisão

entre os objetivos dos personagens. A concentração

de todos os elementos do drama na colisão é que

constitui o nó da obra.

2. Diz ainda Hegel, Ibid, p. 451: Os personagens da tragédia antiga, verdadeiras estátuas vivas, são isentos de conflitos íntimos; diferente da tragédia moderna que os personagens se apropriam, desde do começo, do princípio da personalidade ou da subjetividade. Faz do caráter pessoal em si, e não da individualização das forças morais, sem objetivo próprio e fundo de suas representações.

Por conseguinte, para Hegel o herói moderno enfrenta conflitos que dependem de seu próprio caráter, padecendo de seus conflitos interiores.

3. Atendo-se mais à idéia de conflito, diz Hegel que a finalidade de uma ação só é dramática se produzir paixões opostas, interesses (idéias e verdades morais ou religiosas, princípios de direito, do amor à pátria ou a outrem, sentimentos de família etc. (de caráter elevado, divino e verdadeiro).

4. Unidade de ação - conforme Hegel a unidade de ação é caracterizada pelas ações (e vontades), caminhando para o seu desenlace. A verdadeira unidade de ação só se realiza no movimento total, incluindo todas as vontades e colisões.

5. Progressão dramática - é a precipitação contínua até o fim, o que se explica pelo conflito. À medida que as forças contrárias chegam ao ponto maior do desacordo entre sentimentos, objetivos e atos, mas sente-se a necessidade de solução; os acontecimentos são impelidos a uma solução,ou seja, desemboca na dinâmica do conflito.

6. Obstáculos a serem superados pelos heróis dramáticos - Brunetière examina, que são eles:

a) Intransponíveis – destino para os gregos; providência para os cristãos; as leis da natureza; as paixões violentas para nós; daí vontades do personagem x obstáculo interior = tragédia;

b) Transponíveis – geralmente formados por preconceito ou pela vontade de outros homens, então temos o drama.

c) Vontades opostas – quando se consegue equilibrar ao obstáculo à vontade; quando se consegue transpô-lo; aí é comédia.

d) Relativizando o conjunto, localização do obstáculo na ironia da sorte, num preconceito ridículo, ou na desproporção entre os meios e os fins, temos então a farsa.

7. Hegel, Aristóteles, Dryden e Brunetière são da mesma opinião: Teatro é ação; ação dramática é conflito, em geral de vontades conscientes em busca de seus objetivos. Isso se se fala em teatro dramático, em teatro aristotélico (não becketiano).

8. Becket faz as comparações entre forma dramática e forma épica de teatro a seguir:

Forma dramática X Forma épica

Realiza-se através da ação - Narração

Envolve o espectador - Torna o espectador observador

Gasta -lhe a atividade - Desperta a sua atividade

Possibilita-lhe emoções - Força-o a tomar decisões

Dá-lhe vivência - Dá-lhe concepção de mundo

O espectador é posto dentro de algo - Age por meio de sugestão

Os sentimentos são conservados - O espectador é impelido a efetivar atos do conhecimento

O espectador identifica-se, convive - O espectador estuda

O homem é imutável - O homem é objeto de pesquisa

O homem é não muda - O homem é mutável

Tensão visando ao desfecho - Visa ao desenvolvimento

9. Diz também Stanislaviski que a construção do personagem passa pelo treinamento do corpo e do trabalho rigoroso da voz.

10. Ainda Stnislaviski, o trabalho do ator não é uma simples imitação, ou a repetição do trabalho dos atores. Será sempre o resultado de uma criação original.

Fonte Bibliográfica

PALLOTTINI. R. O QUE É DRAMATURGIA.1ª. Ed., editora brasiliense, São Paulo: 2005,(Coleção primeiros passos).